Shokry Mohamed conta-nos sobre a importância do Nilo para o homem que durante milhares de anos vem fazendo história em suas margens. A água era e é a vida, por isso os rios sempre foram sagrados e respeitados nas antigas sociedades.
As mulheres saiam de suas casas, nos pequenos povoados, com seus cântaros em equilíbrio sobre a cabeça e caminhavam até os canais de água. Seu ritmo e forma de andar faziam-se assombrosos. Ao chegar, reuniam-se, cantavam e dançavam com alegria, enquanto as crianças se divertiam ao seu redor.
Este hábito foi assimilado em manifestações artísticas, dando origem à "Dança do Cântaro". Retrata os afazeres diários que uniam as mulheres da aldeia, não somente para o trabalho cotidiano, mas também para comemorar o ensejo de estarem reunidas. Neste momento descansavam, conversavam umas com as outras, refrescavam-se. Enchiam então seus jarros e retornavam à aldeia.

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